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3 de dez. de 2010

O Silêncio de Deus – Quaminical – 1 de dezembro de 2010 – Jesus é o Rei

O Silêncio de Deus – Quaminical – 1 de dezembro de 2010 – Jesus é o Rei

“Ó Deus, não estejas em silêncio; não te cales, nem te aquietes, ó Deus" Sl. 83.1
A vida cristã não é marcada somente por situações positivas: triunfos e conquistas - há também os períodos de dor, incerteza, tratamento e, talvez, a situação de maior dificuldade de se entender ou de lidar é com o silêncio de Deus! Simplesmente não há mais respostas. Não há um movimento de Deus, uma palavra, um sussurro sequer, parece que Deus se afastou, que não está presente mais, não está atuando em nosso favor, nos abandonou, enfim, nada acontece!
Temos um curto período de tempo chamado primeiro amor, nesses tempos tudo vai bem, Deus nos protege com sua graça, responde quase que instantaneamente nossas orações, temos experiências rotineiras – mesmo que pequenas com Deus – somos fortes, destemidos, não ficamos uma semana sequer sem ouvir a voz de Deus, entretanto, logo esse tempo passa, então esse período horrível nos alcança: “Deus se cala”, somos levados ao desespero, então dizemos onde está Deus, o quê aconteceu? Será que estou em pecado, será juízo de Deus sobre a minha vida, isso é fruto de algum deslize? Então fazemos como Habacuque: “Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás?” (Hc. 1.2).
Quanto ao sobrenatural de Deus, parece que isso virou lenda, um “conto de fadas” em nossa vida, não há um sinal, uma resposta sobrenatural às nossas orações, em nossa famílias, em nosso caráter, em nosso ministério... somos sempre secos, sempre vazios, sempre homens naturais, nada de demonstração de poder: tanto em nós como por nós! Choramos sobres as promessas bíblicas, recitamos todos os versículos que conhecemos, jejuamos, oramos, esperamos – com ou sem paciência – e fazemos até votos absurdos na tentativa de ver apenas um movimento de Deus – somente um, um só! E nada, ele está em silêncio! Óh como dói, os olhos começam a lacrimejar, nos deparamos com nossa completa fragilidade, insignificância e impotência, o quê está acontecendo?
Quero te consolar com minhas palavras e dizer porque isso ocorre, quero que você entenda que os olhos de Deus nunca fugiram da sua vida, Ele está de contínuo te observando! Esse período de silêncio acontece, para que você se torne totalmente dependente da Sua graça, que basta Ele se afastar um segundo que você morreria e que você não pode dar uma passo sem Ele para que veja que não pode fazer nada sem Ele, absolutamente nada!
Ele permite fracassos, falhas, humilhações (fruto desse silêncio), para que você possa olhar para o céu e dizer: “Quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti” (Sl.73.25). Não se preocupe com resultados, sucesso, não se preocupe em ser aceito pelos homens, não se preocupe com os números que seu ministério pode alcançar – isso te culpa muito não é? – mas Deus não está preocupado com isso, não é esse o principal propósito Dele na sua vida: “te fazer bem sucedido”. Não, absolutamente não! Ele quer te aperfeiçoar, te fazer uma pessoa melhor para Ele – e não para as pessoas e para o ministério – fazendo coisas que você não vai entender e por isso dói tanto!
Só que o silêncio não dura para sempre pois terminados os propósitos de Deus, Ele voltará a falar com você, da mesma forma que com o apóstolo Paulo, no livro de Atos, Capítulo 18: ele estava em Corinto, disputando na sinagoga acerca de Jesus e estava sendo resistido, estava confuso, estava querendo desistir e naquele momento não tinha uma direção clara do que fazer – Deus estava em silêncio – mas logo depois, Deus quebrou o silêncio dizendo: “E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales; Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.” Assim como com Paulo, Deus voltará falar com você, trará sinais da Sua fidelidade e você verá que todo esse período contribuiu – e muito – para sua vida! Continue O buscando, se consagrando, pagando preços cada vez mais altos, pois nada disso é ou será vão.
Jesus não quer ter um "casamento aberto" com a sua Igreja... Você não deseja a Jesus de modo verdadeiro se deseja alguém ou alguma outra coisa mais do que a ele!
"Buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma" (Deuteronômio 4:29). O inferno estará cheio de pessoas que estarão dizendo por toda a eternidade. "Mas de fato desejei a Jesus. No íntimo do meu coração, eu necessitei dele!" E não estarão mentindo; na realidade sentiram desejo de Jesus. Mas havia sempre alguém ou alguma outra coisa que eles desejaram mais. Será que você é obcecado por alguém ou por alguma coisa? Há algum tipo de coisa má que domina seu coração? Devemos saber que Jesus é ciumento na sua maneira de amar. Ele não permitirá que outro amor corrompa nosso amor por ele. A palavra que melhor descreve a cultura ocidental de nossos dias é "infidelidade". Há um novo tipo de arranjo matrimonial hoje a que chamam de "casamento aberto". Os que o praticam casam-se, vivem juntos, estabelecem família. Cada um, porém, é livre para ter outros amantes, ter encontros amorosos e férias com quem quer que seja — depois voltam a reunir-se conforme preferem! Não é de admirar que a trapaça tenha-se tornado epidêmica!
Jesus sabe o que é ser traído! Ele tem sido paciente e longânimo, enquanto através da história sua amada Israel tem-lhe sido infiel, cometendo adultério espiritual repetida vezes. O coração de Jesus anseia por uma noiva fiel. Ele anseia por um povo que tenha olhos apenas para ele. Que é que traz alegria a uma esposa ou a um esposo? É a fidelidade — a capacidade de ambos em olhar direto no olho um do outro e ver confiança. Não há mentiras! Não há segredos! Não há situações estranhas! Assim tem de ser nosso relacionamento com Jesus. "Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede o de rubis. O coração do seu marido confia nela, e a ela não falta riquezas" (Provérbios 31:10-11). Jesus fez uma perturbadora pergunta: "Quando, porém, vier o Filho do homem, achará fé na terra?" (Lucas 18:8). No grego, a palavra "fé" significa "dependência de", e "fidelidade a". A ele! Ele profetizou um grande enfraquecimento; que até mesmo seus eleitos seriam tentados a esquecê-lo. Por isso muitos caem e correm atrás deste mundo em luxúria e prazer. Meu clamor é: "Oh, Senhor, atrai-me para ti. Permita que eu seja aquele em quem podes confiar. Que eu te ame sem reservas. Dá-me por ti um amor puro, santo, sem mistura!"
Segundo meu modo de ver, há apenas um meio de agradar ao Senhor: Apresentar seu corpo a ele,
tirar o eu do caminho, e deixar Jesus viver sua vida em você.
Paulo disse: "E já não vivo, mas Cristo vive em mim" (Gaiatas 2:20). Não era uma vida do espírito, mística, vivida dentro dos limites da mente. Não! Paulo continua no mesmo versículo: "A vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no Filho de Deus". Devemos oferecer nossos membros a Deus "como instrumentos de justiça" (Romanos 6:13)
O Espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita (João 6: 63)
Para um leitor desavisado parecerá que o sentido dessa passagem está à superfície, mas quem estudou o capítulo verá que a sentença está repleta de dificuldades quanto a sua interpretação. Todavia, não tomarei o tempo de vocês entrando numa discussão crítica do texto; tentarei dar-lhes o que penso que o Espírito tinha em mente quando Jesus pronunciou esta frase.
“O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita”. Acho que no mundo inteiro não há quem consiga formar uma idéia inteligente do que seja um espírito. É muito fácil definir um espírito dizendo o que ele não é, mas eu duvido que existe alguém que possa formar uma idéia do que ele é. Às vezes falamos sobre ver um espírito; pessoas ignorantes dos tempos idos, ou aldeões do tempo de hoje, dizem que viram espírito à noite. Eles deviam saber que estão se contradizendo. Coisas materiais podem ser vistas. O espírito é algo que não pode ser tocado, visto, cheirado ou percebido de outra forma pelos sentidos; se fosse, isso seria a prova de que não era um espírito, mas algo material.
Dividimos todas as coisas em matéria e espírito, e tudo o que pode ser reconhecido pelos sentidos é matéria, você pode ter certeza. Um espírito é sutil demais para ser visto ou ser percebido por algum outro sentido. Por isso digo que não existe ninguém em nosso estado mortal que poderá definir o que é um espírito, só pode dizer o que não é. Você vai concordar facilmente comigo que ninguém sabe dizer onde no corpo humano está a vida. Em vão um cirurgião coloca um cadáver sobre a mesa e o disseca; ele não vai encontrar a vida nem no cérebro nem no coração. Ele pode cortar o corpo em fatias da forma que quiser --- não encontrará nada que possa tocar, segurar e dizer: “isso é a vida”.
Nós estamos reunidos aqui como espíritos, como almas. Estamos aqui em nossos corpos; eles são a casa em que vivemos. Eu duvido que exista alguém que pode se definir; o máximo que alguém pode dizer é: “Eu sou, eu sei que existo, mas que tipo de coisa meu espírito é, não sei. Não sei dizer; não tenho a informação do que seja. Eu o sinto; eu sei que ele move meu corpo; percebo suas manifestações exteriores. Tenho certeza da minha existência, mas o que sou eu não sei; só Deus pode dizer”. “Eu sou o que sou” é compreensível para Deus, mas o ser humano é incompreensível para si mesmo. Mesmo que Deus lhe permita dizer: “Pela graça de Deus sou o que sou”, ele não sabe dizer o que é; ele não compreende sua própria existência. Entenda, então, que, assim como em nosso ser há um mistério em nossa carne, assim a religião, a religião verdadeira do Deus bendito, para ser adequada a nós, precisa ser uma religião do espírito; mas como temos um corpo, ela também precisa vestir-se de um corpo. Permita-me tornar isto claro, se eu puder; se você não o compreender agora, com certeza você o terá compreendido quando eu terminar. Nós somos espíritos dentro de corpos. Para adequar-se a nós, portanto, a grande obra de Deus em nós tem que ser algo espiritual; mas, para que eu possa falar sobre isso e você possa ouvi-lo, o que é espiritual, precisa ser inserido em corpo. Se fosse puramente espiritual, eu não poderia falar dele, assim como não poderia falar de um espírito se não há um corpo em que ele se encontra e um corpo que eu vivo para falar dele. Quero lhes mostrar isto porque algumas há pessoas que se ocupam tanto do corpo da religião que esquecem totalmente que a religião tem um espírito. O que Jesus quis dizer nesta passagem é: “Simplesmente incorporar uma religião não adianta nada; é o espírito que vivifica”. Assim como, usando novamente a minha ilustração, para realizar um ato, só carne e sangue, braços e pernas não servem para nada, é preciso que o espírito avive os ossos e mova os tendões e ative os nervos. A religião tem sua forma exterior, nas cerimônias, seu desenvolvimento visível, seu corpo, mas o mero corpo exterior da religião não tem serventia nenhuma se o espírito não vivificar.
O Jesus que eu nunca conheci... por Philip Yancey
C. S. Lewis escreveu acerca do plano de Deus: “A coisa toda se estreita cada vez mais, até que afinal pára num pequeno ponto, pequeno como a ponta de uma espada — uma moça judia em oração”. Hoje, quando leio as narrativas do nascimento de Jesus, tremo de pensar que o destino do mundo repousou sobre a reação de dois camponeses jovens. Quantas vezes Maria relembrou as palavras do anjo quando sentia o Filho de Deus chutar contra as paredes do seu útero? Quantas vezes José examinou o seu encontro com o anjo — apenas um sonho? — enquanto suportava a grande vergonha de viver entre os habitantes da vila que podiam ver claramente a mudança na aparência de sua noiva?

Em humilde contraste, a visita de Deus à terra aconteceu num abrigo para animais, sem assessores presentes e sem lugar para deitar o rei recém-nascido além de um cocho. De fato, o acontecimento que dividiu a história, e até mesmo nossos calendários, em duas partes, talvez tenha tido mais testemunhas animais que humanas. Uma mula poderia ter pisado nele. “Tão silenciosamente o maravilhoso dom foi dado”. Por apenas um instante o céu ficou iluminado com os anjos, mas quem viu o espetáculo? Serviçais analfabetos que vigiavam rebanhos alheios, “joões-ninguém” que não deixaram seus nomes. Os pastores tinham uma reputação tão ruim que os judeus decentes faziam deles um só pacote junto com os “ímpios”, restringindo-os aos pátios externos do templo. Nada mais adequado do que Deus escolher a eles para ajudar a celebrar o nascimento daquele que seria conhecido como amigo dos pecadores.No poema de Auden os sábios proclamam: “Aqui e agora a nossa viagem interminável acaba”. Os pastores dizem: “Aqui e agora a nossa viagem interminável se inicia”.
A busca da sabedoria do mundo havia terminado; a verdadeira vida começava.Acessível. Aqueles de nós que foram criados com um tipo de oração informal ou particular talvez não apreciem a mudança que Jesus operou no modo pelo qual os seres humanos se aproximam da divindade. Os hindus oferecem sacrifícios no templo. Os muçulmanos quando se ajoelham se inclinam tanto que suas testas tocam o chão. Na maior parte das tradições religiosas, aliás, o medo é a primeira emoção quando alguém se aproxima de Deus.Certamente os judeus associavam o temor com a adoração. A sarça ardente de Moisés, as brasas vivas de Isaías, as visões extraterrenas de Ezequiel — uma pessoa “abençoada” por um encontro direto com Deus esperava sair dele chamuscada ou reluzente, ou talvez meio aleijada como Jacó. Esses eram os felizardos: as crianças judias também aprendiam histórias da montanha sagrada no deserto que se comprovou fatal para todos os que a tocaram. Manusear a arca da aliança de maneira errada era morte certa. Se alguém entrasse no Lugar Santíssimo, nunca sairia vivo de lá.

Para as pessoas que criaram um lugar santo separado para Deus no templo e se encolhiam de medo de pronunciar ou soletrar o nome dele, ele fez uma surpresa aparecendo como um nenê na manjedoura.

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