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4 de ago. de 2010

Não seja mera sombra e eco

[Mensagem off da mediadora: Antes de ler, faça uma oração sincera. Com o auxílio do Espírito Santo, após a leitura dessa 'apostila' você nunca mais será o mesmo/a]

O nosso Deus está nos céus: faz tudo o que lhe apraz.



SALMOS 115.3


Aconteceu uma alteração maravilhosa em minha mente, com respeito à doutrina da soberania de Deus. A doutrina tem-me parecido com freqüência extremamente agradável, clara e doce. Soberania absoluta é o que quero atribuir a Deus.
JONATHAN EDWARDS


O clímax da felicidade de Deus é o prazer que ele tem nos reflexos da sua excelência nos louvores do seu povo.
A BASE DO PRAZER CRISTÃO


O alicerce do prazer cristão é o fato de que Deus é supremo em suas próprias afeições:


O principal propósito de Deus é glorificar a Deus e ter prazer em Si mesmo para sempre.


A razão de isso soar estranho para nós é que estamos mais acostumados a pensar em nossas obrigações do que nas intenções de Deus. E quando perguntamos pelas intenções de Deus, estamos muito propensos a descrevê-las conosco no centro das afeições de Deus. Podemos dizer, por exemplo, que seu propósito é redimir o mundo. Ou salvar pecadores. Ou restaurar a criação. Coisas assim.


As intenções salvíficas de Deus, porém, são penúltimas, não últimas. Redenção, salvação, restauração não são o objetivo primordial de Deus. Ele as efetua em prol de algo maior: a alegria que ele tem em glorificar a Si mesmo. O alicerce do prazer cristão é a lealdade de Deus não a nós, mas a Si mesmo.


Se Deus não se dedicasse infinitamente à preservação, à manifestação e ao deleite da sua própria glória, não poderíamos ter esperança de encontrar felicidade nele. Mas se ele realmente usa todo o seu poder soberano e sabedoria infinita para maximizar o prazer na sua própria glória, então temos um fundamento sobre o qual podemos nos firmar e alegrar.


Sei que isso, à primeira vista, pode nos deixar perplexos. Assim, tentarei subdividir o assunto e


apreciar uma parte de cada vez, para voltar a reunir tudo no fim do capítulo.


A soberania de Deus: a base da felicidade dele e nossa.


Deus tem o direito, o poder e a sabedoria para fazer tudo o que o faça feliz.
Nenhum dos seus propósitos pode ser frustrado.
Por isso, ele nunca tem deficiência nem necessidade.
Nunca está de mau humor nem desanimado.
Ele está sempre pleno, transbordante de energia para agir em favor do seu povo,
que busca a felicidade nele.


"O nosso Deus está nos céus: faz tudo o que lhe apraz" (Sl 115.3,A RC). A implicação desse texto é que Deus tem o direito e o poder de fazer tudo que o deixa feliz. É isso que significa dizer que Deus é soberano.


Pense um pouco nisso: se Deus é soberano e pode fazer tudo o que lhe apraz, então nenhum dos seus


propósitos pode ser frustrado.


O Senhor frustra os desígnios das nações e anula os intentos dos povos. O conselho do Senhor dura para sempre; os desígnios do seu coração, por todas as gerações (Sl 33.10, 11).


E se nenhum dos seus objetivos pode ser frustrado, ele deve ser o mais feliz de todos os seres. Sua


felicidade infinita e divina é a fonte de onde o prazer cristão bebe e deseja beber cada vez mais.


Você consegue imaginar como seria se o Deus que governa o mundo não fosse feliz? Como seria se


Deus tivesse a tendência de reclamar, ficar com tédio e deprimido, como algum gigante de João e o pé


de feijão no céu? Como seria se Deus ficasse frustrado, desanimado, mal-humorado, sinistro, descontente e abatido? Poderíamos por acaso nos juntar a Davi e dizer: "Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água" (Sl 63.1)?


Duvido. Todos nos relacionaríamos com Deus como crianças pequenas que têm um pai frustrado, sombrio, desanimado e descontente. Elas não conseguem se alegrar nele. Podem apenas tentar não incomodá-lo, e talvez tentar trabalhar para ele para conseguir algum pequeno favor.


Por isso, se Deus não é feliz, o prazer cristão não tem alicerce, porque o objetivo daquele que busca o prazer cristão é ser feliz em Deus para deliciar-se nele, cultivar e ter prazer em sua comunhão e boa vontade. Crianças não podem ter comunhão alegre com seu pai ele é infeliz. Por essa razão, a base do prazer cristão é a felicidade de Deus.


A base da felicidade de Deus, por sua vez, é a sua soberania: "O nosso Deus está nos céus: faz tudo o que lhe apraz". Se Deus não fosse soberano, se o mundo que ele fez estivesse fora de controle, frustrando seus desígnios vez após vez, Deus não seria feliz.


Assim como nossa alegria se baseia na promessa de que Deus é suficientemente forte e sábio para fazer todas as coisas cooperarem para o nosso bem, a alegria de Deus está baseada no mesmo controle soberano: ele faz todas as coisas cooperarem para a sua glória.


Já que tanta coisa depende da soberania de Deus, devemos nos certificar de que a base bíblica dela é sólida.


A base bíblica da felicidade soberana de Deus






Não Seja Mera Sombra e Eco - por John Piper.






Não somos Deus... Por conseqüência, comprados com a Realidade Dele, absoluta e final, somos pequeníssimos...


Nossa existência é secundária e depende da absoluta Realidade de Deus. Ele é o único Ser auto-existente no universo. Somos derivados. Ele sempre existiu e não teve princípio. Portanto, ninguém Lhe deu forma. Nós, pelo contrário, recebemos forma. Ele simplesmente é. Nós, porém, fomos criados. “Eu sou o que sou” é o nome dEle (Êx 3.14).


No entanto, visto que Ele nos fez com o mais sublime propósito para uma criatura — desfrutar e manifestar a glória do Criador — podemos ter uma vida bastante substancial, que dura para sempre. Esta é a razão por que fomos criados (“Tudo foi criado por meio dele e para ele” — Cl 1.16). Esta é a razão por que nossa sexualidade foi redimida (“Fugi da impureza... Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” — 1 Co 6.18, 20). Esta é a razão por que comemos e bebemos (“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” — 1 Co 10.31). Esta é a razão por que oramos (“E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho” — Jo 14.13). Esta é a razão por que fazemos boas obras (“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus — Mt 5.16).


Esta é a razão por que existimos — manifestar a glória de Deus. A vida humana é completamente centralizada em Deus. Este é o significado de sermos humanos. Nossa natureza foi criada para engrandecer a Deus. A nossa glória consiste em dar glória a Deus. Quando cumprimos esta razão de sermos, temos substância. Existe valor e significado em nossa existência. Conhecer, desfrutar e manifestar a glória de Deus é um compartilhamento da glória de Deus. Não nos tornamos Deus. Mas um pouco da grandeza e beleza de Deus está sobre nós, quando cumprimos este propósito de nossa existência — refletir a excelência de Deus. Esta é a nossa substância.


Não cumprir este propósito para a existência humana corresponde a ser uma mera sombra da substância que Deus tencionava possuiríamos quando nos criou. Não manifestar a glória de Deus por desfrutarmos dEle mesmo, acima de qualquer outra coisa, é ser apenas um eco da música que Deus tencionou que faríamos quando nos criou.


Esta é uma grande tragédia. Os seres humanos não foram criados para serem apenas sombras e ecos.


Fomos criados para termos as características de nosso Deus, para fazermos música divina e causarmos um impacto divino. Isto é o que significa ser criado à imagem de Deus (Gn 1.27).


Mas, quando os homens abandonam o seu Criador e amam mais as outras coisas, eles se tornam semelhantes às coisas que amam — insignificantes, fúteis, sem valor, inconseqüentes e depreciadores de Deus.


Veja como o salmista apresentou este fato: “Os ídolos das nações são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem; pois não há alento de vida em sua boca. Como eles se tornam os que os fazem e todos os que neles confiam” (Sl 135.15-18; veja também Sl 115.4-8).


Pense e trema. Você se torna semelhante às coisas feitas pelos homens e nas quais você confia: mudo, cego, surdo. Isto é uma sombra da existência. É um mero eco do que Deus planejou que você deveria ser.


É uma mímica vazia no palco da História, com muito movimento e pouco significado.
Não seja sombra e eco. Livre-se do espírito de centralidade no homem, uma epidemia de nossa época. Olhe com determinação, para ver, conhecer e desfrutar a vida na luz do Senhor. “Vinde, ó casa de Jacó, e andemos na luz do Senhor” (Is 2.5). Na luz do Senhor, você O verá, bem como a todas as coisas como realmente são. Você despertará da sonolência de uma existência na terra das sombras. Você anelará por substância e a encontrará. Fará de sua vida uma música divina. A morte será apenas uma viagem rumo ao Paraíso. E o que você deixar para trás não serão sombras e ecos, e sim um tributo na terra, escrito no céu, à triunfante graça de Deus.

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