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3 de dez. de 2010

QUAMINICAL DE ANIVERSÁRIO – 1 ANO!- 10 DE NOVEMBRO DE 2010 – AS MARCAS DO VERDADEIRO CRISTÃO

QUAMINICAL DE ANIVERSÁRIO – 1 ANO!- 10 DE NOVEMBRO DE 2010 – AS MARCAS DO VERDADEIRO CRISTÃO
PAUL WASHER

“Irmãos, não vos escrevo mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o princípio tivestes; este mandamento antigo é a palavra que desde o princípio ouvistes. Outra vez vos escrevo um mandamento novo, que é verdadeiro nele e em vós; porque já vão passando as trevas, e já a verdadeira luz ilumina.
Aquele que diz que está na luz, e odeia seu irmão, até agora está em trevas. Aquele que ama a seu irmão está na luz, e nele não há escândalo. Mas aquele que odeia a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir, porque as trevas lhe cegaram os olhos.
(I João 2:7-11)

Estamos em I João por um pouco, discutindo a verdadeira prova da salvação. Como alguém pode saber que é verdadeiramente nascido de novo?
Não é simplesmente porque repetiram uma oração. Não é simplesmente porque se juntaram a alguma organização religiosa ou porque fizeram algum ritual religioso. A evidência da salvação é um trabalho de Deus nas nossas vidas que nos leva a crescer em conformidade com o Seu caráter e em conformidade com a Sua vontade. Temos a garantia de que verdadeiramente nascemos de novo porque as coisas que estão escritas em I João se encontram nas nossas vidas, pelo menos a algum nível. Uma vida que não foi transformada não foi salva.
Sei que vivemos num país onde todos e mais alguns são cristãos porque uma vez numa cruzada evangelística fizeram uma oração. Meu amigo, isso não é bíblico. Somos salvos pelo poder de Deus porque salvação é o poder de Deus. É originada pelo poder de Deus, e somos salvos – não por repetirmos uma oração – mas por nos arrependermos do nosso pecado e crermos no evangelho.
E a marca… As verdadeiras marcas de que fizemos isso, são as coisas escritas na Escritura que identificam o verdadeiro Cristianismo.
Os verdadeiros cristãos vão andar na luz. Isto significa que vivem um estilo de vida que reflete algo do caráter de Deus e reflete obediência ou conformidade à vontade de Deus. O verdadeiro cristão será sensível ao seu próprio pecado e que essa sensibilidade o guiará ao arrependimento e confissão.
O verdadeiro cristão terá uma nova relação – não só com Deus e não só com o pecado – mas com a Palavra de Deus. Vimos que a vida do verdadeiro cristão é marcada por obediência habitual. A nossa obediência não será perfeita. Um verdadeiro cristão irá pecar; é por isso que ele deve ser sensível ao pecado. Mas a vida de um verdadeiro cristão será marcada por um novo relacionamento, um relacionamento real com a Palavra de Deus. Por fim, o verdadeiro cristão andará como Jesus andou. Isto não significa que seremos capazes de fazer todas as coisas miraculosas que Jesus fez, não necessariamente. Não significa que iremos viver uma vida de perfeição sem pecado como Ele.
Mas significa que o nosso modo de andar, de viver, de ser, de falar – todos os aspectos da nossa vida estarão, pouco a pouco, e alguma forma em conformidade com a vida de Cristo.
Agora vemos outra prova no verso 9 de capítulo 2: “Aquele que diz que está na luz, e odeia a seu irmão, até agora está em trevas.”
Possivelmente a maior prova de verdadeiro Cristianismo é o amor aos irmãos: tu amas os irmãos. E a palavra “irmão” aqui não se refere a alguém de outra raça, simplesmente porque a Escritura não reconhece outras raças. Há apenas uma. É a raça humana, e todos somos parte dela. Não se refere a alguém de outra cultura. Não se refere aos pobres, embora devamos amar os pobres e devamos amar pessoas de outras culturas – todas as culturas – todos os estratos sociais. Devemos amar os nossos inimigos, aqueles que nos perseguem e nos crucificam; devemos amar. Mas aqui ele está a falar sobre o amor pelos outros indivíduos que professam Jesus Cristo como Senhor.
Agora, deixem-me dar um exemplo de como isto funciona. Lembram-se do ensino de Jesus, quando Ele dizia: “Estava preso, não me vieste visitar. Estava doente, não vieste ver-me. Estava com fome e não me alimentaste. Estava nu e não me vestiste” (ver Mt.25:42,43). Este verso é tão usado como prova para ministérios de prisões e para alcançar os pobres. Bem... Devemos fazer isso, mas não é o que o verso ensina.

Deixem-me dar um exemplo. Em muitos países do terceiro mundo quando és lançado numa prisão, não és alimentado. Na prisão, em muitos países do terceiro mundo não dão comida. Não dão água. Não dão roupa. Não dão abrigo. Não dão nada. És atirado entre quatro paredes. Então, o que isto significa? Significa que se alguém de fora não vem deixar-te comida através das grades, vais morrer de fome. Se alguém não vem trazer-te uma muda de roupa, vais ficar esfarrapado. Se ninguém vem quando estás doente, provavelmente vais morrer dessa doença.
Mas agora vamos levar isto para o contexto cristão do primeiro século. Alguém é lançado na prisão. Por quê?
Porque professavam que Jesus Cristo é Senhor – não César, Jesus. E por isso eram lançados na prisão. Eles vão apodrecer ali. Eles vão morrer ali. Eles vão morrer à fome ali, a menos que alguém de fora cuide deles. Mas há um problema: os oficiais da prisão vão estar a observar. Qualquer um que traga comida a este cristão é, obviamente, um cristão e eles vão apanhá-lo também. Então, quando Jesus diz tudo o que diz sobre visitá-lo na prisão e tudo isso, está a dizer que o teu amor por outros cristãos é tão forte que entregas a tua vida de bom grado. E se o teu amor não é assim, uma bandeira vermelha deverá ser levantada: talvez não conheças o Senhor.

Repito, nesta nova aliança, o amor é não só uma coisa. É tudo. É a manifestação de toda a tua santidade. É o amor. É o amor.

“Aquele que diz que está na luz”, aquele que diz que é cristão, o que diz ele? “E odeia a seu irmão…” De novo este verbo, no presente. É um ódio habitual, uma aversão habitual. Tu dizes, “Bem, não sinto essa grande hostilidade e não tenho esse grande ódio a pessoas que se chamam cristãs:” Mas amor é muito mais que simplesmente não fazer o negativo.
Quais são as ações positivas de amor que demonstras ao povo de Cristo? Vamos parar um momento e pensar sobre isto. Quantas vezes eu ouvi homens e mulheres dizerem, “Não preciso ir à igreja. A igreja está mesmo a abarrotar de hipócritas. Posso adorar a Deus na minha casa. Posso adorar a Deus neste campo de futebol. Não preciso estar ali. Eles são um monte de hipócritas”?

Se alguma vez você disse isso, estás a fazer o trabalho do teu pai, o diabo. O seu nome é difamador, acusador. Estás do lado de fora do povo de Deus julgando-os. Quero que saibam uma coisa. É verdade que no meio do povo de Deus… E antes de mais nada, deixem-me dizer isto: nem toda a gente que vai à igreja no domingo de manhã é a família de Deus. Há membros de igreja que não são cristãos.
Então dizes, “Bem, como podemos distingui-los?” Olha para a sua vida.
Mas mesmo entre os verdadeiros cristãos há falhas. Há problemas. Há tropeço. Mas o que te vai acontecer, se foste verdadeiramente convertido, é que vais ter um amor pelo povo de Deus porque vocês são um só. Dizem que os laços de sangue são mais fortes que qualquer outro. Estou certo de que são e de que é assim que deve ser. Mas o Espírito é mais forte que os laços de sangue. Quantas vezes me sentei num avião com alguém de uma cultura completamente diferente, um país totalmente diferente seja da Suíça ou Inglaterra ou de onde quer que seja, América do Sul ou África – sentei-me, começamos a falar, descobri que era um cristão. E em poucos segundos é como se nos conhecêssemos um ao outro desde sempre. Somos família.
Por quê? O Espírito testifica. Este é um filho de Deus. E somos marcados pelo amor.

“Aquele que diz que está na luz, e odeia a seu irmão, até agora está em trevas.” Está em total e absoluta escuridão espiritual.
Burros e rochas podem pregar. A nossa grande meta é ser como Jesus. É o fim de tudo o que fazemos. É o fim da pregação. É o fim da oração. É ser como Jesus. Por que… quero contar-vos uma coisa. As pessoas na China, que não conheces, são realmente fáceis de amar. Mas quanto mais perto ficas das pessoas, mais difícil é amá-las. E é por isto que vimos aqui. É por isto que devemos estar aqui nesta igreja, amando as pessoas, cuidando delas biblicamente, na verdade, sinceramente, com todo o coração.
Então ele diz, “Aquele que diz que está na luz, e odeia a seu irmão, até agora está em trevas.” Não sabe nada. Não sabe nada.
“Bem, sabem, eu estudei aqui. Estudei ali. Fiz isto e aquilo.” Não quero saber. Tu amas?
Agora ele continua e diz, “Aquele que ama a seu irmão está na luz.” Aquele que ama o seu irmão, não é salvo por causa do seu amor, mas ele demonstra que foi salvo pelo poder de Deus por causa do seu amor. E continua e diz, “E nele não há escândalo.”
Deixem-me tentar por isto… pô-lo no meu contexto. Vocês dizem, “Este é o pregador mais chato que já ouvi na minha vida.” Alguém podia dizer isso sobre um pregador. “Ele é o pregador mais chato que já ouvi.”
E então alguém se levanta e diz, “Sim, mas eu nunca conheci alguém que amasse como ele.” “- Acho que é a pessoa mais tola que já conheci em toda a vida.” “- Sim, eu sei. Mas eu nunca conheci alguém que a servir em nome do amor como esta pessoa.”
Vêem? É como se removesse todas as pedras de tropeço, não é? Então diz, “Já não mais é importante.” Eles não são tão grandes. Não são tão geniais. Não são tão rápidos. Não são tão espertos. Não o conseguem fazer tão bem como qualquer outro na face da terra, mas quando dizes, “Mas, eles amam como nenhum outro que já tenha visto antes,” isto dissipa as nuvens. O que mais importa? O que mais importa?

Tive um amigo que estava terrivelmente… teve um terrível relacionamento. A sua esposa simplesmente… Eu estava lá. Eu sabia o que se passava. Foi uma coisa horrível. Ele passou 14 anos da sua vida simplesmente… foi uma coisa horrível. Ela deixou-o. Deixou os filhos. Ela deixou absolutamente tudo, e deixou-o sem nada. E eu disse, “Irmão, de que estás à procura?” Ele disse: “Não me importa. Não me importa a aparência da mulher. Não me importa quão inteligente ela é. Não me importa a forma de se vestir. Não me… Eu só quero alguém que me ame. É tudo o que quero.” Vêem o que ele está a dizer? Nada mais importa quando tens o importante. Mas se não o tens, nada importa. Nada importa.

Vejam aqui, verso 11. “Mas aquele que odeia a seu irmão está em trevas, e anda em trevas.” Isto não significa que apenas uma área da sua vida está, mas ele está em trevas. Ele é trevas em todo o lugar. Ele não sabe nada e não tem nada a dizer a ninguém sobre a vida cristã. A sua boca é calada porque ele não ama. E então continua e diz, “ele não sabe para onde deva ir, porque as trevas lhe cegaram os olhos.”
É impossível ter um relacionamento adequado na vertical sem ter relacionamento na horizontal. Não podes ter um grande relacionamento com Deus, magnífico, cheio de fogo, poderoso, divino se as tuas relações com as pessoas à tua volta não estão bem.
Não ouves de Deus porque não te diz nada. És trevas em todo o lado. És trevas em todo o lado. Quantas vezes? E eu tive que fazer isto. Quantas vezes deixei a casa à pressa ou… ou apenas inquieto, ou apenas demasiado depressa com a minha mulher e saltei para o carro pronto para ir pregar algures para salvar almas, e Deus basicamente diz, “Bem, podes entrar no carro e arrancar, mas não vou contigo. Não sei o que pensas que estás a fazer, mas era melhor voltar atrás àquela casa agora mesmo e começar um sério pedido de desculpas.”

Porquê? Não penses no “alto” se nem olhaste para o lado.

Oh, estamos aqui para amar e isto é difícil. Acham que se eu chegasse aqui agora e vos desse os mandamentos da Lei, isto é, chegava e dizia-vos, “Amigos, temos que guardar tudo o que está no livro de Levítico. Temos que guardar tudo no livro de Números, Deuteronômio, Gênesis, toda a lei que já foi dada. Temos que guardá-la.” Achas que seria muito duro? Não é nem metade tão duro como o que vos estou a falar aqui, porque é isto o cumprimento da Lei. Este é o cumprimento de cada parte da Lei. É simplesmente o amor, amor.

Bem, quem nós amamos? Quem amas? Foi à questão que colocaram a Jesus. “Quem é o meu próximo?”, à procura de uma lacuna. Quem não é o teu próximo? “Bem, vocês não percebem o que eles me fizeram. Eles não puseram uma coroa de espinhos na tua cabeça. Eles não te crucificaram num madeiro e não enfiaram uma lança no teu lado. Mais alguma questão?” Ele continua. E eu queria voltar atrás para…bem, vamos examinar João 13 por um pouco, João 13:33.
“Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vocês buscar-Me-ão, mas, como tenho dito aos judeus: Para onde eu vou não podem vocês ir; eu vo-lo digo também agora.”
Agora, amigos, ouçam isto. Se eu soubesse que tinha apenas umas poucas horas de vida com a minha mulher e os meus filhos, eu não ia ficar a falar de coisas tolas. Não falaria de quem ganhou um jogo de bola ontem. Certificar-me-ia que nessas poucas horas eu falaria àqueles que amo sobre o mais importante, o mais importante, as coisas mais importantes em relação a mim e a eles. É o que Jesus está a fazer aqui.
Agora no verso 34: “Dou-vos um novo mandamento: que se amem uns aos outros; como eu vos amei, que também vocês se amem uns aos outros.” E vocês dizem: “Então, que novo mandamento é este?”
Vamos examinar I João, e começamos a ter uma explicação.
Ele está a falar de um novo mandamento, um novo mandamento. Mas em I João ele dirá que é um velho mandamento. Não é um novo mandamento. Aqui ele diz que é um novo mandamento e não um antigo. Então, o que está ele a dizer?

Está a dizer isto: Deus sempre foi amor. Deus sempre foi amor. O Seu caráter não muda. Ele sempre foi amor. Deus é amor. E Ele sempre mandou o seu povo amar. Então, é um mandamento antigo. É o mandamento mais antigo. E pecar é violar este mandamento e guardar este mandamento é não pecar. Deus sempre nos disse para amar. “Então, como é um novo mandamento?”

“Um novo mandamento vos dou, que se amem uns aos outros, como Eu vos amei”
Jesus pôs a ordem tão alta que quando ele diz, “Ama,” isso significa algo totalmente diferente do que quando dito por qualquer outra pessoa.
É exatamente isto que Jesus está a dizer aqui. “Sim, Deus sempre vos mandou amar, mas eu estou a subir a questão a um nível tão alto que se torna num novo mandamento.”
Ouço as pessoas dizerem, “Estou feliz por não viver lá no tempo do Velho Testamento quando era duro obedecer a todas aquelas leis e seguir Deus.” Meu amigo, a questão nunca foi tão grandiosa como no Novo Testamento.
O Velho Testamento diz, “Dá 10%.” O Novo Testamento diz, “O teu irmão está em necessidade. Podes precisar vender a tua casa e dar-lhe tudo o que tens.” Sabe o que é isso? Amor...
Ele diz, “Como é suposto amar? Do modo que Eu te amo.” Da forma que Ele te ama. Tu queres que Ele te ame da forma que te ama, mas tu não queres que te ame da forma que tu amas os outros. Não queres isso porque vamos todos para o inferno.
Não é fantástico? Falamos sobre misericórdia e cantamos sobre graça e depois somos uns avarentos quando é para dar aos outros.
Eu crucifiquei-o no madeiro. Eu coloquei-lhe uma coroa de espinhos na cabeça. Eu espetei uma lança no seu lado. Mas, louvado seja Deus, Ele ama-me. E depois dizemos: “Tu não me apertaste a mão no Domingo. Estás na rua.” O que andamos a fazer?
Um das coisas que se ensina a uma família que vive na soberania de Deus na soberania de Deus é que o propósito do teu casamento é conformar-te à imagem de Cristo. Este é o propósito principal do teu casamento.
É ensinar-te a amar alguém que não conhece todas as tuas condições e, assim, tornar-te como Cristo. É amor.

Agora, verso 35. “Nisto conhecerão que vocês são meus discípulos, se vos amarem uns aos outros.” (Jo.13:35
)

Agora, vamos voltar rapidamente a I João. Passamos para o capítulo 3 por um momento, verso 14: “Nós sabemos que passamos da morte para a vida.” Como sabemos isso? Não somos mais mortos espirituais. Não somos mais reprováveis. Passamos da morte para a vida. Como sabemos que isso nos aconteceu? “Porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte.” (IJo.3:14) A palavra “permanecer” aqui, no presente, significa que é uma vivência habitual na morte. A palavra também pode significar não apenas viver (no contexto de habitar um lugar), mas também andar com, habitar com. Tu estás literalmente a caminhar de mão dada com a morte.
E não és convertido e não conheces o Senhor se tu não amas. É uma frase aterradora, mas maravilhosa, ao mesmo tempo. E continua.

E diz, “Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele.” (IJo.3:15)
As pessoas têm usado este texto para dizer que se comete homicídio não se pode ser salvo. Não, o que se está aqui a falar é de alguém que continua na prática de homicídio. Odiar continuamente o teu irmão é ser um assassino em série. Se odeias, se matas, és um assassino. Agora, verso 16: “Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.” Como é suposto amarmos? Não é simplesmente… sabem, nós temos esta idéia. “Bem, eu amo-o.” Como mostras isso? “Bem… eu não lhe faço mal.”
Não, tu amas porque dás a tua vida por eles. Se o limite do teu Cristianismo é simplesmente vir a este prédio e ouvir um sermão e adorar, tu não estás a amar. Devemos amar os irmãos de formas práticas.
Mas deixem-me também dizer isto. Muitos cristãos por causa das suas famílias estão num caos tão grande e há tanta hostilidade ali, que vêm à igreja para amar, porque não conseguem amar no contexto das suas famílias, e isto está errado.
Temos que, nesta igreja, construir famílias fortes baseadas na Palavra de Deus. Maridos que são maridos de Deus, mulheres que são mulheres de Deus, pais que são pais santos, filhos que sabem que são amados e aprendem a amar. Isto tem que acontecer. E porque razão quereríamos exportar alguma coisa daqui para outro lugar, a menos que estejamos certos? Sempre disse, a maior coisa que pode acontecer às missões no mundo de hoje é a maioria dos crentes, católicos ou evangélicos, ficarem em casa porque quando saem, ensinam um evangelho que não é verdadeiro. Não queremos ser o problema. Queremos ser parte da solução.
Agora, verso 17. “Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.” (IJo.3:17-18)

O amor não é só um sentimento. Não é só emoção. Não é só virmos juntos e darmos um abraço e cantarmos juntos uma canção sobre o Amor de Deus... E amor não é só virmos todos aqui e orar aqui à frente. É cuidar das pessoas quando elas vão embora. É amar as pessoas, cuidar delas, envolver-se, envolver-se. E isto é o que não queremos porque temos certas restrições à volta da nossa casa, não temos?
Pequenos cartões que tens de ter para passar pelo portão. Não queremos ninguém tão perto. Mas não podes amar alguém de longe.


Agora quero ir para o verso 7 do capítulo 4: “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou o seu Filho unigénito ao mundo, para que por ele vivamos” (IJo.4:7-9)

Nunca se esqueçam disto. Deus é Santo. Deus é Justo. Ele julgará os perversos. Deus é Amor. Ele é, de fato. É mesmo, é mesmo.
Há pouco significado no que estou a dizer. Não conseguimos perceber a força desta frase porque não podemos encontrar uma grande definição da palavra, porque nunca vimos nada como isto no nosso mundo. Tentamos encontrar uma definição para o amor de Deus. Que não é só… não há palavras suficientes. A mente humana não consegue compreender. Não linguagem humana suficiente, capaz de expressar o amor de Deus. Mas temos um exemplo. O Filho de Deus crucificado sobre uma lixeira fora de Jerusalém, a clamar o tempo todo:
“Pai, perdoa-os; porque eles não sabem o que estão a fazer.” (Lc.23:34)

Deus é amor. E tudo o que Deus faz é em amor. Os mandamentos de Deus são expressões do Seu amor e a moralidade de Deus são expressões do Seu amor e as diretrizes de Deus, as proibições de Deus, são todas manifestações do Seu amor.
Olhamos para a cultura de hoje que literalmente se tornou selvagem – selvagem – entregue à perversidade do seu coração. E isto é verdade. Mas sempre que ouvimos o Cristianismo falado na mídia, é sempre a pessoa horrível que quer reprimir a liberdade das outras pessoas dizendo-lhes o que não podem fazer. E este Deus horrível deles diz que há uma forma certa de viver e fora dessa forma não há nada além de morte. É assim que os media descrevem o Cristianismo.
Meu querido amigo, deixa-me dizer-te uma coisa. Eu amo os meus dois filhos. Amo muitíssimo a minha mulher e quero que saibas uma coisa. Se os meus filhos chegam perto de uma chama, eu vou dizer, “Não, não façam isso. Não façam isso!”
É porque quero reprimir a liberdade deles? Não. Quero salvar-lhes a vida.

E uma coisa que temos que perceber é, “Sim. Deus vem à nossa cultura sem Deus e diz: Vocês estão todos errados. Cada um de vocês, estão todos errados. Mas Eu amo-vos e é por isso que vos digo que estão errados. E podem ficar bem.”
“Bem, o que sabes Tu, Deus?” ------------“Eu te fiz. É isso que sei. Eu te fiz.” -----------------“Não tentes reprimir o meu estilo de vida.”
“Oh, não, não mesmo. Estou a tentar salvar a tua vida. Eu te fiz. Eu sei como funcionas. Eu sei como podes ser salvo.” “Bem, isso vai contra tudo.”
Deixem-me dizer-vos uma coisa. Ele foi contra tudo por mim, e irá contra tudo por qualquer outra pessoa que tenha sido salva.
E tu dizes, “Bem, tenho que renunciar a isto.” Todos nós temos que renunciar a alguma coisa, porque estamos todos errados. Isso pode ser
manifesto de muitas formas diferentes, mas todos nós estávamos errados e todos nós tivemos que mudar e todos nós tivemos que dizer,
“Deus, sê misericordioso.” Todos nós.



Digo-vos: gostava de tirar uma página inteira de publicidade nu jornal qualquer que haja na cidade só para dizer isto: “Ok. Estes são quem queremos na nossa igreja: todos os ladrões, todos os assassinos, todas as prostitutas, todos os drogados, cada pessoa que tenha feito coisas tão horríveis que nem querem mencionar. Queremo-los nesta igreja. E esta é a razão.
Porque assim éramos alguns de nós, mas fomos lavados, fomos comprados” (ver ICo.6:11)
É o que queremos. É o que queremos. É isto que queremos.

Igreja, é isto que Deus deseja que nós, num mundo sem Deus, sem amor, erguer um Deus que tanto é Santo como é Amor, que tanto é misericórdia como justiça, e tem mostrado a perfeição destes atributos no dia que o Seu Filho morreu no madeiro.
Eu não quero saber o que fizeste. Não me importa porque eu provavelmente já fiz pior do que a maioria de vocês. Não me importa no que te tornaste, não mesmo. O que precisas entender é que o pecado na tua vida pode estar a matar-te porque não estás reconciliado com Deus.
Não tens relacionamento com Ele e foste feito por Ele, e não terás sossego até te encontrares com Ele. Mas tu pecaste. Tu quebraste cada uma das Suas leis e por causa disso tu não és uma vítima, é um criminoso e os criminosos merecem justiça. Mas Deus satisfez a justiça.

E como Ele o fez? Ele pagou pelos teus pecados quando o Seu próprio Filho amado morreu no teu lugar. E, sim, ele não só morreu, ele ressuscitou dentre os mortos. E agora está sentado à direita de Deus e é poderoso. Como costumava dizer o velho pregador, Ele é poderoso para
salvar desde o distante até ao da valeta. É poderoso para salvar. Ele salvará. Ele salvará. Ele salvará.

Como Spurgeon diz, “Se eu tivesse apenas duas palavras que pudesse repetir… Ele salva, Ele salva, Ele salva, Ele salva.”

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