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28 de set. de 2010

Você pode virar o mundo de pernas para o ar apenas mudando uma palavra no que você crê... Quaminical – 28 de setembro de 2010

Você pode virar o mundo de pernas para o ar apenas mudando uma palavra no que você crê... Quaminical – 28 de setembro de 2010

Troque a tradição - > “O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus E gozá-lo plena e eternamente.”
Pela Verdade -> “O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus AO gozá-lo plena e eternamente.”


Como passei a buscar o prazer cristão – por John Piper.
Quando estava na universidade eu tinha uma noção vaga e difusa de que, se eu fizesse alguma coisa boa porque isso me deixaria feliz, eu estragaria o que havia de bom nela. Descobri que o que havia de bom nas minhas ações morais era diminuído à medida que eu era motivado pelo desejo do meu próprio prazer. Naquela época, comprar sorvete na cantina dos estudantes apenas por prazer não me incomodava, porque as conseqüências morais dessa ação pareciam ser tão insignificantes. Mas ser motivado pelo anseio por felicidade ou prazer quando me apresentava como voluntário para o trabalho cristão ou quando ia ao culto — isso me parecia egoísta, utilitário, mercenário. Encontrei em mim um anseio imenso de ser feliz, um impulso tremendamente poderoso para buscar o prazer, mas a cada momento de tomar uma decisão moral eu dizia a mim mesmo que esse impulso não devia influenciar-me.
Uma das áreas de maior frustração era a de adoração e louvor. Minha noção vaga de que, quanto mais elevada fosse a atividade, menos deveria haver de interesse próprio nela, fazia-me pensar no louvor quase exclusivamente em termos de dever. E isso tira a essência da coisa.
Então fui convertido ao prazer cristão. Em questão de semanas vim a compreender que é antibíblico e arrogante tentar adorar a Deus por qualquer outra razão que não o prazer de estar nele. (Não passe por cima dessa última palavra: NELE. Não em seus dons, mas nele. Não em nós mesmos, mas nele.)
“Todas as pessoas buscam a felicidade. Não há exceção para isso. Sejam quais forem os meios diferentes que empreguem, todos objetivam esse alvo. A razão de alguns irem à guerra, e de outros a evitarem, é o mesmo desejo em ambos, visto de perspectivas diferentes. A vontade nunca dará o último passo em outra direção. Esse é o motivo de cada ação de todo ser humano, mesmo dos que se enforcam.” Blaise Pascal
Essa declaração combinou tão bem com meus próprios anseios profundos e com tudo o que sempre tinha visto nos outros, que a aceitei e jamais encontrei alguma razão para duvidar dela...
O que chamou especialmente minha atenção foi que não esta sendo feito algum julgamento moral desse fato. No que lhe dizia respeito, buscar a própria felicidade não era pecado; é um traço comum da natureza humana. É uma lei do coração humano, assim como a gravidade é uma lei da natureza.
“Se você perguntasse a vinte homens íntegros dos nossos dias, qual acreditam ser a maior das virtudes, dezenove responderiam: "abnegação". Mas se perguntasse a qualquer um dos grandes cristãos do passado ele diria: "amor". Você percebe o que aconteceu? O termo positivo foi substituído por um negativo, e isso tem importância maior do que apenas o aspecto filológico. O ideal de abnegação traz consigo, basicamente, a noção não de procurar o beneficio dos outros, mas de prescindirmos nós desse benefício, como se o importante fosse não a felicidade alheia, mas a nossa abstenção. Não me parece ser essa a virtude cristã do amor. O Se hoje a noção de que é errado desejar a nossa felicidade e esperar ansiosamente gozá-la esconde-se na maioria das mentes, afirmo que ela surgiu em filósofos do mundo, mas não na fé cristã.” C. S. Lewis.
Na realidade, se considerarmos as promessas pouco modestas de galardão e a espantosa natureza das recompensas prometidas nos evangelhos, diríamos que nosso Senhor considera nossos desejos não demasiadamente grandes, mas demasiadamente pequenos. Somos criaturas divididas, correndo atrás de álcool, sexo e ambições, desprezando a alegria infinita que se nos oferece, como uma criança ignorante que prefere continuar fazendo bolinhos de areia numa favela, porque não consegue imaginar o que significa um convite para passar as férias na praia. Contentamo-nos com muito pouco. Estava tudo ali às claras, e para minha mente era totalmente convincente: não o errado desejar o próprio bem.
De fato, o grande problema das pessoas é que é muito fácil satisfazê-las. Não buscam o prazer nem de longe com a determinação e a paixão com que deveriam. Assim, contentam-se com bolos de barro, e não com delícias infinitas.


Nosso erro não está na intensidade do nosso anseio por felicidade, mas na sua fraqueza.
“O homem já teve a verdadeira felicidade, da qual agora resta nele apenas o sinal e o espaço vazio, que ele tenta em vão preencher com as coisas ao seu redor, procurando em coisas ausentes a ajuda que não obtém nas coisas presentes. Essas, porém, são todas incapazes, porque o abismo infinito pode ser preenchido somente por um objeto infinito e imutável, ou seja, apenas pelo próprio Deus.” Blaise Pascal
A felicidade mais profunda e permanente encontra-se apenas em Deus. Não com origem em Deus, mas em Deus;
A felicidade que encontramos em Deus atinge sua consumação quando compartilhada com outros nos multiformes caminhos do amor.

"A porta é estreita"
Se todo mundo estivesse destinado a entrar no reino dos céus, não precisaríamos falar de conversão.
Mas nem todos entrarão. "Estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela" (Mt 7.14).
“Com o mesmo zelo que Deus tem por sua própria glória ele nos persegue com bondade e misericórdia.
Mas "nós" quem?
"Aqueles que amam a Deus, que são chamados segundo o seu propósito."
Para pertencer a esse grupo, é preciso ser convertido.
Isso é a criação de um cristão que busca o prazer.”

A aplicação surpreendente dessa descoberta é que toda a energia onipotente que induz o coração de Deus a buscar sua própria glória também o induz a satisfazer o coração dos que buscam sua alegria nele. As boas novas da Bíblia são de que seus de forma alguma está avesso a satisfazer o coração dos que põem sua esperança nele. Pelo contrário, exatamente aquilo que pode nos tomar as mais felizes das criaturas é a coisa em que Deus tem prazer de todo o seu coração e de toda a sua alma.
De todo o seu coração e de toda a sua alma, Deus se junta a nós na busca da nossa alegria eterna, porque a realização dessa alegria nele redunda na glória do seu próprio valor infinito. Todos os que se lançam nos braços de Deus descobrem que são levados a alegria sem fim pela dedicação onipotente de Deus à sua própria glória:
Por amor de mim, por amor de mim, é que faço isto; porque como seria profanado
o meu nome? A minha glória, não a darei a outrem (Is 48.11).
Sim, a Alegria onipotente busca o bem de todos os que se põem na dependência de Deus! "Agrada-se o Senhor [...] dos que esperam na sua misericórdia" (Sl 147.11). Isso, todavia, não se refere a qualquer pessoa.
"Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados
segundo o seu propósito" (Rm 8.28) — não para todos. Há ovelhas e há cabritos (Mt 25.32). Há sábios e há imprudentes (Mt 25.2). Há os que estão sendo salvos e os que estão perecendo (ICo 1.18). E a diferença é que uns se converteram e os outros não.
Por que não dizer simplesmente "crer"?
Alguém talvez pergunte: "Se seu objetivo é a conversão, por que você não usa logo o mandamento bíblico: creia no Senhor Jesus e será salvo? Por que introduzir essa nova terminologia do prazer cristão?
Minha resposta tem duas partes: Primeira, estamos cercados de pessoas não convertidas que acham que crêem em Jesus. Há bêbados nas ruas que dizem que crêem. Casais que dormem juntos sem serem casados dizem que crêem. Pessoas idosas que não têm freqüentado cultos nem procurado comunhão durante quarenta anos dizem que crêem. Todos os tipos de freqüentadores mornos e mundanos da igreja dizem que crêem. O mundo está cheio de milhões de pessoas não convertidas que dizem crer em Jesus.
Não adianta dizer a essas pessoas que creiam no Senhor Jesus. A frase é vazia para eles. Minha responsabilidade como pregador do evangelho não é preservar e repetir expressões bíblicas tradicionais, mas traspassar o coração com a verdade bíblica.
Isso leva à segunda parte da minha resposta. Há outros mandamentos bíblicos diretos além de "creia no Senhor Jesus e será salvo". A razão de introduzir a idéia do prazer cristão é forçar-nos a dar atenção a esses mandamentos.
Como seria se hoje o mandamento bíblico mais direto, em termos de conversão, não fosse "creia no Senhor", mas "tenha prazer no Senhor"? Será que não poucos que têm o coração adormecido não seriam despertados ao ser atingidos pelas palavras: "Se alguém não for nascido de novo para ser um cristão que busca o prazer, não pode ver o reino de Deus"?

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